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Armando Mendes

Os foguetes e as canas

O jornalismo que se faz em Portugal entrou em zonas extremamente perigosas - desde logo porque o respeito mínimo pelas técnicas de noticiar é agora residual, mas também porque um bando de jornalistas que se acham vedetas e que atuam sobretudo nas televisões, transformou a profissão num exercício de fogo posto. Há muito mais e muito pior, mas fiquemo-nos por aqui.
Entre o título e o lead (de preferência), o leitor deve encontrar numa notícia respostas às seguintes questões: O quê? Quem? Quando? Onde? Porquê? Como? Convidamos o leitor a fazer um exercício, se tiver paciência, procurando identificar estes elementos no título e no lead de uma notícia, de preferência naquelas postas nas redes sociais. Isto é importante? Claro que é. Informar e confundir são extremos opostos, que se repelem. Não é em vão que existem técnicas muito precisas para elaborar notícias. Trata-se de um método que visa a clareza e uma informação boa e simples. O contrário é confusão. Tudo isto tem reflexos na forma como os públicos percecionam a realidade e reagem-atuam individualmente e em comunidade. Ou seja, podemos estar perante ou desleixo, ou manipulação intencional. Os resultados são sempre os mesmos. A saber: desinformação e formar maus cidadãos.
A segunda nota que qui trazemos tem a ver com atear fogos. Entrevistas em curso com candidatos às eleições legislativas nacionais de maio próximo incidem não sobre as grandes questões do país, mas sobre trocas e baldrocas em muitos casos plantadas pela próxima comunicação social. Mais um serviço ao ódio e à desinformação.

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