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Paulo Gomes (*)

Pela importância das Áreas Marinhas Protegidas

Os Açores deram, através do Governo da Coligação PSD/CDS/PPM, um importante passo no sentidode proteger o nosso Mar, ao definir as Áreas Marinhas Protegidas.

A iniciativa teve um grande impacto em todo o mundo, particularmente na Europa, atendendo ao compromisso da União Europeia para que todos os países tenham 30% das suas áreas marinhas protegidas até 2030. Assim, a nossa Região deu um sinal de liderança no sentido de atingir as metas europeias.

Cerca de 400 contributos e 20reuniões com profissionais do setor, ou seja, um longo trabalho participativo, resultaram na criação de reservas de pesca. São assim, efetivamente, 15% de áreas de proteção total e 15% de áreas de proteção alta, ligeira e mínima,que permitirão criar "santuários" para espécies migratórias, peixes de fundo, corais de águas profundas e ecossistemas de fontes hidrotermais. Este processo vai salvaguardar o futuro do setor, estou certo.

Mas os açorianos ficaram justamente incrédulos já que, depois da aprovação de tal iniciativa na Assembleia Legislativa- no passado mês de outubro -, surgiuagora uma proposta do PS para alterar um decreto-leicom tamanha importância para o nosso futuro, visando permitir uma exceção.

Será uma proposta para beneficiar dois ou três armadores? Estarão todos os socialistas de acordo com essa proposta aberrante? Tudo isto é difícil de responder, sobretudo depois do estudo elaborado pela Global Fishing Watch, uma organização internacional sem fins lucrativos, que constata, que nos últimos cinco anos, apenas 1% dos atuneiros dos Açores capturou atum em zonas que vão passar a ser classificadas como zonas de proteção total.

Mais difícil se torna entender essa opção do PS, quando todos sabemos que os Açores vão receber 10 milhões de dólarespara implementação Rede de Áreas Marinhas Protegidas dos Açores, estando inscritos para este ano 1,5 milhões de euros no orçamento do fundo ambiental para apoiar a reestruturação do setor das pescas. Uma verdadeira reestruturação, nunca antes realizada.

Com tal irresponsabilidade, o PS põe em risco anos de trabalho, inclusivamente o que foi realizado em 2019, quando os socialistas estavam ainda no poder. Fica em causa a credibilidade dos Açores no mundo.

A devassa pessoal

Sou um forte crente na Democracia, mas preocupam-me as atitudes generalizadasque vão crucificando políticos, baseadasapenas em desconfianças ou suspeitas, que muitas vezes acabam em não dar nada, exceto a devassa pessoal perantea opinião pública.

Certas abordagens vão dando mais força aos partidos e políticos radicaispossam, que crescem e minam a nossa Democracia. Um cidadão que tenha uma vida de trabalho, que tenha negócios e que seja empreendedor, pode ser político. Tem é de ser sério.

Assim, no dia 18 de maio, espero que os portugueses demonstrem nas urnasque valorizam quem trabalha e quem, acima de tudo, fez mais por Portugal num anos do que os governos anteriores em todo o seu tempo de legislatura.

    (*) Deputado do PSD/Açores na ALRAA

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