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INFRAESTRUTURA TERÁ SIDO AFETADA POR UM RAIO

Incineradora da Terceira parada
com sistema elétrico danificado


 INCINERADORA. Central de valorização energética da Terceira trata resíduos de várias ilhas do arquipélago

INCINERADORA. A Teramb ainda está a avaliar os prejuízos e as necessidades de reparação. Não há, por enquanto, data para a retoma da atividade.

A incineradora da ilha Terceira está inativa, desde terça-feira, depois de, ao que tudo indica, ter sido atingida por um raio, que danificou o sistema elétrico e de comunicações.
O incidente poderia ter tido consequências mais graves, mas o plano de emergência funcionou, revelou o presidente do conselho de administração da Teramb, Paulo Lima.
"Ainda estamos a averiguar o que aconteceu concretamente, mas supostamente um raio atingiu a central de valorização energética da Teramb, onde fazemos a queima de resíduos e produzimos energia para a rede elétrica", adiantou, em declarações ao DI, o  vereador da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, que é presidente da empresa municipal de gestão e valorização ambiental da ilha Terceira.
Na terça-feira, os funcionários da empresa ouviram um trovão, que provocou "um estrondo enorme". O raio terá danificado "todo o sistema elétrico, de comunicações e internet".
Com o sistema elétrico em baixo, o arrefecimento das caldeiras e a desativação da incineradora tiveram de ser feitos de forma manual.
Segundo Paulo Lima, o incidente podia ter provocado um incêndio, mas o plano de emergência foi ativado e "felizmente correu tudo bem".
"A nossa preocupação primeira, durante ontem [terça-feira] todo o dia, foi manter a infraestrutura em segurança", frisou.
A empresa está ainda a avaliar os prejuízos causados e as necessidades de reparação. Não há, por enquanto, uma data para a retoma da atividade da incineradora.

Incidente
podia ter
provocado
um incêndio

"Já sabemos que temos vários fusíveis queimados e já fomos substituindo, mas há peças que não existem na ilha, nem no país. Estamos a mandar vir esse equipamento, para reativarmos a fábrica o mais rápido possível", explicou o presidente do conselho de administração.
Sem avançar com datas, Paulo Lima disse esperar que a incineradora possa voltar a operar "o mais rápido possível", até porque "recebe resíduos da maioria das ilhas dos Açores para queima, bem como as carcaças das vacas abatidas do matadouro" da Terceira.
Segundo o administrador da Teramb, a recolha de resíduos indiferenciados, que são tratados na incineradora, não será afetada pela paragem.
"Relativamente à deposição de resíduos não há problema, porque ainda temos lugar", explicou Paulo Lima, acrescentando que os resíduos serão tratados logo que a incineradora volte a entrar em funcionamento.
O incidente deverá, no entanto, provocar constrangimentos financeiros à Teramb, que prevê uma quebra de receitas da venda de energia. Por mês, a empresa recebe, em média, mais de 100 mil euros da EDA.
"Cria constrangimentos financeiros, porque vamos ter despesa e a fábrica não estando a produzir, não injetamos energia para a rede", explicou Paulo Lima.

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