Publicidade.
Publicidade

Carlos Tavares deixa questão do valor da Azores Airlines em aberto

Privatização ainda em fase
de "discussão e negociação"


 Carlos Tavares. "É um porta-aviões no meio do Atlântico, que tem vantagens"

SATA.  Carlos Tavares, o gestor de topo que entrou no processo de privatização, diz que "veremos" se o valor final da Azores Airlines será 15 milhões.

Carlos Tavares, ex-diretor executivo da multinacional do setor automóvel Stellantis e novo potencial acionista envolvido na privatização da Azores Airlines, afirma que o processo está numa fase de "discussão e de negociação" e deixa em aberto qual deverá ser o valor final de compra da companhia.
"Neste momento não se sabe ainda o que se está a comprar. E, portanto, um dos papéis importantes da nossa equipa vai ser perceber exatamente qual é a situação atual da empresa. Esta fase agora de discussão e de negociação tem por objetivo, e isso é importante que nós todos possamos compreender, saber quais são as condições necessárias para que a sustentabilidade desta empresa seja assegurada, e quais são as contribuições de todas as partes", diz.
Numa entrevista publicada, ontem, pelo jornal "Público", o gestor, que também integrou o conselho de administração da Airbus, questionado sobre se o valor poderá ser inferior aos 15 milhões já referidos publicamente, responde que "veremos".
"Essa foi a razão pela qual o consórcio foi alargado. O vendedor decidiu passar de cinco para quinze. Este valor é o resultado do diálogo da primeira etapa do consórcio", adianta Carlos Tavares.
Sobre o que pode o Governo Regional fazer para garantir a sustentabilidade da Azores Airlines, considerou que "há muita coisa que pode ser feita, como as obrigações de serviço público, que têm de ser rentáveis" e "assegurar que o aeroporto de Ponta Delgada vai ter as condições para apoiar o desenvolvimento internacional da empresa".
O desenvolvimento, frisa, assenta em "aviões e rotas rentáveis".
"Pode ter um papel no que diz respeito à competitividade do custo do handling, pode haver outras iniciativas que nós possamos tomar dentro do arquipélago que podem necessitar do apoio do Governo", considera.

"A SATA
para mim
vai ser uma
aprendizagem"

Carlos Tavares garante que foi o consórcio Newtour/MsAviation, o único que ainda negoceia com a Região, a procurá-lo. "Foi uma aproximação da parte do consórcio, e à qual tivemos um acolhimento muito aberto e muito positivo", diz.
O ex-administrador da Stellantis adianta avançar como investidor. "Não quero ser gestor. Acho que a parte da minha vida em que fui gestor, ou seja, 44 anos, já chega. Portanto, estou numa atitude de investidor e, obviamente, de disponibilidade para dar apoio à equipa executiva", vinca.
Nos Açores, vê potencial. "As ilhas dos Açores são um arquipélago que tem muito potencial, que ainda não está explorado, no sentido positivo da palavra, ou seja, sem excessos. É um porta-aviões no meio do Atlântico, que tem vantagens do ponto de vista do potencial em desenvolvimento do negócio. (A SATA) é uma empresa pequena cujo funcionamento se pode compreender e dentro da qual se pode entrar num certo nível de detalhes, e eu sou um gestor que gosta de compreender aquilo que está a fazer, como é que se cria o valor dentro da empresa", avança.
Carlos Tavares demonstrou, antes de avançar para a SATA, interesse na TAP, mas mantém que "são duas questões diferentes, apesar de se tratar de transporte aéreo".
"Eu acho que o que se pode dizer, com humildade, é que a SATA para mim vai ser uma aprendizagem (...) A SATA é uma questão de investimento, ninguém está interessado em fazer uma transação e seis meses depois aquilo vai abaixo. Seria dramático para toda a gente", sublinha.
Depois de ter anunciado o cancelamento do concurso público internacional, em maio de 2024, o Governo Regional decidiu, em março deste ano, que, "estando reunidas as condições para manter o presente processo de privatização da Azores Airlines", este devia "prosseguir".
Já esta semana, empresários interessados na Azores Airlines acusaram o Governo Regional de ter alterado as regras da privatização a meio do processo e pediram a abertura de um novo concurso.
Em declarações à Antena 1/Açores, Vítor Coelho, membro de um consórcio que chegou a levantar o caderno de encargos da privatização da Azores Airlines, disse que, numa fase inicial, não estava previsto que o executivo açoriano assumisse a dívida da companhia aérea, o que veio a alterar-se.

Região Comentários:0
Nº Assin./ID:
Chave:
Recordar:
Assinar
Forum DI
Forum Desporto
< Abril 2025
DSTQQSS
1 2 3 4 5
6 7 8 9 10 11 12
13 14 15 16 17 18 19
20 21 22 23 24 25 26
27 28 29 30
Diário Insular.pt Webmaster: Rui Azevedo r-site.net