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Audições da comissão de inquérito ao incêndio no HDES começaram ontem

Ordem dos Médicos não deu
parecer oficial ao modular


 HDES. Hospital foi atingido por incêndio em quatro de maio do ano passado

Saúde. Ordem dos Médicos dá nota positiva ao hospital modular, mas não deu parecer oficial, o que contraria declarações de Bolieiro, acusa o PS.

A Ordem dos Médicos nos Açores, apesar de concordar com a solução de construção de um hospital modular em Ponta Delgada, garante que não foi oficialmente contactada para dar um parecer.
O grupo parlamentar do PS/Açores já defendeu que a posição "desmente claramente" afirmações do presidente do Governo Regional quanto à existência de parecer técnico favorável da Ordem.
"A Ordem dos Médicos confirmou que não foi chamada a emitir parecer, nem a avaliar o impacto clínico da solução adotada pelo Governo,", afirmou o deputado socialista José Miguel Toste.
"Não existe qualquer parecer técnico emitido pela Ordem dos Médicos nem dos Enfermeiros", vincou, citado num comunicado do PS.
O presidente da Ordem dos Médicos nos Açores, Carlos Ponte, foi ontem ouvido no âmbito da Comissão Parlamentar de Inquérito ao Incêndio no Hospital Divino Espírito Santo (HDES).
"Como diretor de serviço, tivemos reuniões regulares com o conselho de administração. E, aí, foram dados contributos. Agora, nunca fomos oficializados como Ordem dos Médicos para dar este parecer, são coisas distintas", disse.
No entanto, mantém uma perspetiva positiva. "Esta foi uma solução que nos tem agradado, e que vemos, numa resposta tão rápida- é preciso não esquecer que o incêndio foi a quatro de maio- é de louvar a resposta célere que foi dada e, repito, com segurança", acrescentou Carlos Ponte.
A vice-presidente da secção regional dos Açores da Ordem dos Médicos, Maria Inês Leite, considerou contudo que são necessárias algumas correções no hospital modular, nomeadamente em termos de circuitos relacionados com o bloco operatório.
Avançou que a qualidade do ar no bloco operatório, e aspetos como a temperatura são agora melhores do que no HDES, antes do incêndio.
Entretanto, o deputado do PSD Joaquim Machado assegurou que o Governo Regional cumpriu a "tempo e horas" com a entrega de documentos à comissão parlamentar de inquérito e lamentou "acusações sem fundamento" do Partido Socialista.
"O Governo Regional cumpriu a tempo e horas com a entrega da documentação solicitada. O próprio presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, o senhor deputado do PS Berto Messias, confirmou que os documentos foram entregues dentro do prazo", disse.
O grupo parlamentar do PS/Açores acusou o Governo Regional de ter enviado documentação relevante apenas terça-feira às 17h, véspera da primeira audição.
"Tratam-se de dezenas de indicadores fundamentais para compreender o real impacto do incêndio e das decisões que se seguiram, incluindo dados desagregados por mês e por especialidade sobre consultas externas e internamentos; número de cirurgias, distinguindo entre grandes, pequenas e de ambulatório; exames complementares de diagnóstico, como TAC, ecografias, ressonâncias magnéticas, mamografias e Raio-X; listas de espera atuais para consultas, cirurgias, exames e tratamentos; tratamentos como radioterapia, hemodiálise e oncologia; dados sobre partos, cuidados intensivos, medicina nuclear e deslocações de doentes e profissionais", afirmou o deputado socialista Carlos Silva.

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